Medida prevê que uma parte das urnas que serão submetidas ao teste de integridade passem por um projeto-piloto com biometria Divulgação TSE

Ao acatar biometria, TSE quer “encerrar o assunto” com Defesa, diz especialista

Corte aprovou uma resolução que institui um projeto-piloto de um teste em algumas urnas durante as eleições de outubro deste ano

CNN Brasil/Júlia Vieirada CNN
Medida prevê que uma parte das urnas que serão submetidas ao teste de integridade passem por um projeto-piloto com biometria
Divulgação TSE

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta terça-feira (13), por unanimidade, uma resolução que institui um projeto-piloto de teste de biometria em algumas urnas durante as eleições deste ano. A proposta veio a partir de uma sugestão das Forças Armadas.

Para a jornalista Dora Kramer, convidada do Arena Eleições, da CNN, ao aceitar a medida indicada pelo Ministério da Defesa, a Corte visa encerrar o imbróglio envolvendo o TSE e a pasta.

Ainda na avaliação de Dora, a instituição do teste de biometria não será o suficiente para cessar os questionamentos do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o resultado eleitoral, apesar de ele ter prometido “passar a faixa” e “se recolher” caso perder as eleições.

“Não tem ponto final [para Bolsonaro]. No TSE, eu acho que deram um brinquedinho [aos militares] para encerrar o assunto, porque não tem uma justificativa, mas para o Bolsonaro não basta isso. Se ele quiser colocar a condicionante, ele vai colocar”, afirmou a jornalista.

Também ao Arena Eleições, o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, comentou a decisão do TSE.

“Tem uma questão simbólica do ponto de vista do eleitor: as Forças Armadas são uma instituição melhor avaliada que a Justiça no Brasil. O que o TSE tenta fazer é mostrar qual foi a proposta minimamente razoável feita pelos militares. Essa é uma tentativa de tentar validar uma sugestão de uma instituição que goza de um apoio popular maior que o TSE”, apontou Meirelles.

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