Comissão Externa do Brasil Legal discute amanhã na Firjan combate a pirataria no mercado brasileiro de pneus, combustíveis e demais produtos.

Coordenador da Comissão Externa, Júlio Lopes, diz que Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) informou que em 2025, o mercado ilegal no país foi responsável direto pelo prejuízo de R$ 473,2 bilhões em perdas para empresas e em impostos que não foram recolhidos pelo governo. Influência de facções criminosas no setor também um dos temas debatidos

Por: ASCOM

Deputado Julio Lopes (PP) – Divulgação
Uma das indústrias mais atacadas no Brasil e que sofre com a pirataria, contrabando e sonegação é a indústria de pneus. Isso porque não existe no país um preço de referência, e muitas vezes pneus inteiros montados entram com um preço menor do que o custo do insumo, da matéria prima básica, que é a borracha, fazendo com que cadeias inteiras no setor de pneumáticos sejam afetadas, como a própria extração da borracha e o setor de recauchutagem devido ao baixo preço desses pneus importados, que diante da baixa qualidade não aguentam serem recauchutados.
Para debater o avanço no combate a pirataria e a sonegação, práticas ilegais identificadas em todos os setores, a sonegação fiscal, adulteração de produtos e fraudes na comercialização, o deputado Julio Lopes (PP), coordenador da Comissão Externa sobre Atos de Pirataria e a Agenda “Brasil Legal”, se reúne amanhã na sede da Firjan com representantes de diversos setores da indústria.
– O impacto econômico com o contrabando de produtos, inclusive pneus, é muito grande no Rio de Janeiro, onde a fábrica de pneus da Michelin emprega milhares de pessoas e pode acabar sendo afetada, trazendo desemprego para o estado. Com certeza esse será um dos temas principais do encontro; por isso existe a necessidade urgente de se aumentar o combate a pirataria e a criminalidade no país e no Rio de Janeiro como estado – disse.
Segundo o parlamentar, fica cada vez mais evidente que o mercado brasileiro de pneus e combustíveis, entre outros produtos, tem a influência de facções criminosas, sendo um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país que afeta diretamente setores produtivos e estratégicos, além de comprometer a economia, a livre concorrência, arrecadação tributária, geração de empregos formais e, principalmente, a defesa dos direitos do consumidor.
Julio disse ainda que de acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), em 2025 o mercado ilegal no país foi responsável direto pelo prejuízo de R$ 473,2 bilhões em perdas para empresas e em impostos que não foram recolhidos pelo governo devido a comercialização de produtos falsificados, pirateados e contrabandeados. Desse total, aproximadamente R$ 326,3 bilhões são referentes a perdas diretas na indústria. Já R$ 146,8 bilhões dizem respeito a não arrecadação de tributos aos cofres públicos e a evasão fiscal.
– Essa análise é feita pelo pelo FNCP desde 2014 embasado em informações recebidas de empresas e associações afetadas, que calculam os prejuízos provados pelo mercado ilegal com método próprio. Esse problema só faz crescer, já que em 2020 foi estimado um prejuízo de R$ 288 bilhões, e em cinco anos esse valor teve um aumento de aproximadamente 64%, ou seja, R$ 180 bilhões, fazendo com que o mercado ilegal simbolize uma parcela importante de nossa economia, equivalente a cerca de 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil – explicou.
Vale lembrar que o levantamento feito afirma ainda que em 2025, cerca de R$ 147 bilhões não entraram nos cofres públicos devidos dessas atividades ilegais, valor esse que poderia ser aplicado em melhorias na saúde, educação e em políticas públicas beneficiando a sociedade.

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