Evento no Rio defende energia nuclear como soberania estratégica
25/03/202646 Visuzalicações
Foram investidos R$ 40 bilhões em novas usinas que vão gerar cerca de 1007 megawatts, um valor muito acima dos R$ 25 bilhões necessários para concluir Angra 3 que teria capacidade de gerar 1400 megawatts, afirma Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear
Por: ASCOM
Divulgação
Na abertura do evento Nuclear Summit 2026, na Firjan, o presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear, deputado Julio Lopes (PP), deixou claro a necessidade dos pré-candidatos a Presidência da República se posicionarem ou terem preparado algum projeto em relação ao uso da energia nuclear. Ele afirma ainda que esse é o momento para que o setor cobre dos políticos esses projetos.
Para ele, se faz necessário uma maior mobilização política e institucional para que essa fonte de energia do país seja cada vez mais fortalecida, o que irá garantir através de decisões estratégicas a expansão da energia nuclear.
– A energia nuclear é uma energia pura e limpa. Mas é preciso que se tenha atenção nos leilões de capacidade de usinas térmicas a gás realizados pelo Ministério de Minas e Energia. Para se ter uma ideia, foram investidos R$ 40 bilhões em novas usinas que vão gerar cerca de 1007 megawatts, um valor muito acima dos R$ 25 bilhões necessários para concluir Angra 3, que seria capaz de gerar cerca de 1400 megawatts.
Investiram R$ 15 bilhões a mais em energia que vão render muito menos, isso sem falar no custo mensal que em Angra 3 seria R$ 650,00 por terminal, enquanto as novas usinas custariam R$ 700,00 por terminal. O problema de Angra 3, terceira maior usina nuclear do Brasil, não é dinheiro; o que falta é vontade política e determinação. Seria muito mais barato e apropriado investir em Angra 3, porque geraria uma enorme economia para milhões de consumidores – disse.
Julio afirmou ainda que existe a necessidade de uma grande mobilização institucional e política para fortalecer essa fonte de energia, inclusive com a criação de um grupo de trabalho por representantes do setor destacando a necessidade de novas estratégias que irão garantir o crescimento da energia nuclear, seja no setor privado e militar.
– Com o Projecto One já estruturado pelo BNDES, onde a energia futura pagaria a obra como ocorreu com Itaipu, creio que não haveria como não terminar a obra. A continuidade dessa obra é de fundamental importância para a segurança energética do país – afirmou o parlamentar.
RESULTADOS DO LRCAP 2026 NO RJ
Usinas Novas:
2028: Nova Era Piraí (Natural Energia) – 180 MW
2028: Porto Norte Fluminense I D e C (Eneva) – 122 MW
2029: Porto Norte Fluminense II C e B (Eneva) – 238 MW
2029: Tupã (GPE) – 176 MW
2031: Porto Norte Fluminense II B (Eneva) – 291 MW