Greve na Caixa: bancários rejeitam proposta e mantêm paralisação por tempo indeterminado; veja como ficam os serviços

MONEY TIMES/Por: Isabella Scaramucci

Bancários decidiram manter a greve após rejeitarem a proposta final de renovação do acordo coletivo. (Imagem: Agência Brasil/ Marcelo Camargo)

 

A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro, continuará por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na última sexta-feira (11) pelos funcionários da instituição, após rejeitarem a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos empregados que participaram da assembleia votaram contra a proposta.

Antes da votação, uma plenária virtual promovida pela sindicato reuniu 1.167 trabalhadores para discutir os termos apresentados pela Caixa. Entre os principais temas debatidos esteve o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos funcionários da instituição.

Segundo o sindicato, uma das propostas defendidas pela entidade foi tratar o Saúde Caixa separadamente da renovação do ACT. A Caixa, porém, rejeitou a iniciativa. O acordo proposto pelos bancários também englobou cláusulas sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales-alimentação e refeição e outros direitos da categoria.

Durante as negociações, a Caixa indicou que poderia retirar a proposta e levar o caso a dissídio coletivo se os termos fossem rejeitados. Representantes sindicais alertaram para os riscos do impasse ser levado à Justiça.

Como ficam os serviços da Caixa?

No primeiro dia da greve, 245 das 283 agências e quatro centros administrativos da Caixa em São Paulo, Osasco e Região ficaram fechadas, segundo o sindicato.

Com a paralisação, surge a dúvida sobre o funcionamento de serviços do banco, incluindo o pagamento de benefícios sociais, as lotéricas, os canais digitais e o atendimento presencial nas agências.

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