Empresa presta serviço no Rio há 1 ano e meio com 250 motoristas trabalhando seis domingos seguidos, das 5h às 19h, sem intervalo legal. Sindicato está denunciando hoje irregularidades ao MPT e a Superintendência Regional do Trabalho
Por: ASCOM

Funcionários da empresa Força Ambiental localizada na Estrada do Engenho d’Água, 775, em Jacarepaguá, que atua no Rio de Janeiro há 1 ano e meio com cerca de 250 motoristas, denunciam uma série de irregularidades trabalhistas graves ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano (Sintraturb Rio).
De acordo com José Maria, presidente da entidade, a empresa não paga adicional de insalubridade,
desconta horas negativas diretamente no salário mensal do trabalhador, não respeita o intervalo interjornada, que é o período de descanso obrigatório de no mínimo 11 horas consecutivas que deve existir entre o término de uma jornada de trabalho e o início da jornada seguinte, além de imprimir uma escala desumana, onde os funcionários trabalham seis domingos seguidos sem folga, descumprindo o que determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina folga dominical a cada 2 semanas.
– Para piorar a situação, a empresa está trazendo motoristas de outros municípios e contratando sem nenhum tipo de aptidão, pois querem colocar os carros na rua de qualquer maneira. Além de toda essa irregularidade, a empresa não concede e nem paga o intervalo de refeição, mas o registro vem pré-assinado no cartão de ponto; uma verdadeira fraude documental; e no caso de algum problema de saúde, o atestado médico apresentado pelo trabalhador é descontado nas horas extras do funcionário, uma prática ilegal e assediadora – afirma José Maria.
O presidente deixa claro que diante de tantas irregularidades, está encaminhandi ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT/RJ) e a Superintendência Regional do Trabalho, solicitando que seja realizada uma fiscalização na empresa com o objetivo de evitar que esses demandos continuem acontecendo.
– Os profissionais trabalham até 14h por dia sem descanso, e quando ficam doentes ficam com medo de entregarem o atestado médico; já que o ponto já vem marcado e eles são obrigados a assinarem – denuncia o presidente.
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