Números divulgados nesta quarta-feira (26) reforçam queda na aprovação do governo petista

Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (26) demonstram a percepção negativa em relação à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. Em ambos os levantamentos, a desaprovação ao governo petista ultrapassa os 60% no estado.
Na pesquisa Genial/Quaest, a administração do chefe do Executivo é desaprovada por 69% dos paulistas, ante 29% de aprovação. Para o levantamento, a Quaest ouviu 1.644 pessoas no estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos (confira os detalhes no gráfico abaixo).
No levantamento publicado pelo instituto Paraná Pesquisas, a desaprovação à gestão de Lula marca 63,1% em São Paulo. Nessa sondagem, o índice de aprovação é um pouco maior do que o observado na pesquisa Quaest, chegando a 34,1%.
Foram ouvidas 1.650 pessoas no estado de São Paulo entre os dias 20 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo os dados dos dois institutos, a desaprovação do governo cresceu em comparação aos respectivos levantamentos anteriores. A queda na popularidade também foi identificada nas recentes pesquisas Datafolha e CNT/MDA, que analisaram o cenário nacional.
Avaliação do governo
Tanto a Genial/Quaest quanto a Paraná Pesquisas também sondaram a avaliação da administração federal.
Segundo a Quaest, o governo Lula é avaliado negativamente por 55% dos entrevistados no estado. Enquanto a avaliação positiva da gestão é de 16%. Outros 27% consideram regular e 2% não souberam ou não responderam.
No levantamento do Paraná Pesquisas, a avaliação negativa da administração pelos paulistas é de 53,5%, ante 22,5% de positiva. 22,4% consideraram o governo regular e 1,6% não souberam ou não opinaram.
O que pode explicar a queda?
Em entrevista à CNN no último domingo (23), o presidente do instituto Locomotiva, Renato Meirelles, listou alguns fatores que podem ter contribuído para a queda na popularidade da administração Lula.
“Não é o alimento em si ou os produtos da cesta básica, mas é aquilo que as pessoas compram todo dia. Isso faz com que a percepção de preço cresça”, explicou Meirelles.
No entanto, para ele, o maior desafio do governo Lula não é econômico nem de comunicação, mas sim de perspectiva.
“A crise que nós temos hoje é uma crise de perspectiva. Qual é o sonho que o governo está oferecendo”, questionou.
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