Por: Ascom

O presidente da Frente Parlamentar Mista da Tecnologia e Atividade Nuclear (FPN), deputado Julio Lopes (PP), esteve reunido hoje com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com a finalidade de questionar o motivo da demora para a deliberação sobre o andamento das obras da usina de Angra III, na Costa Verde do litoral sul do Rio de Janeiro. De acordo com o parlamentar, durante o encontro que contou com a participação de deputados da bancada do Progressista do Rio, o ministro deixou claro ser fundamental terminar as obras de Angra III para que o prejuízo para a sociedade seja bem menor, já que o grande imbróglio é a questão entre a Eletrobras e a Eletronuclear, e que isso precisa ser resolvido o mais rápido possível. Um novo julgamento sobre o assunto está marcado para o dia 6 de março para definir a questão.
– O ministro se comprometeu em dar uma solução o mais breve possível para a situação, e nós acreditamos nisso. Vale lembrar que já foram investidos cerca de R$ 11 bilhões de reais nas obras de Angra III. Diante disso, logo após o encaminhamento estaremos com o ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa, e com o ministro da Fazenda Fernando Haddad, para pedir que acelerem esse o processo – disse.
Júlio salientou também que o sistema nuclear brasileiro é extremamente rentável e de alta performance, com um fator de capacidade de mais de 90%. Ele explica ainda que a confusão em cima dos valores, é que misturaram as contas de Angra I e II, um investimento de já levou mais $1 bilhão de dólares e que por inúmeras razões já esteve parada por mais de 20 anos com custos extremamente altos, que estão sobrecarregando o sistema nuclear brasileiro.
– As contas de Angra III precisam ser segregadas das contas de Angra I e Angra II que são usinas rentáveis e que dão bons resultados. Porém, quando misturadas, inviabilizam o sistema inteiro; até porque foram contratados 600 funcionários através de concurso para o funcionamento de Angra III, e como todo mundo sabe a usina nunca funcionou e está com certa dificuldade para terminar a obra e entrar em funcionamento – explicou.
O parlamentar lembra também que todos esses 600 funcionários estão sendo pagos pelos sistemas de Angra I e II, o que obviamente vem onerando e muito, o sistema nuclear brasileiro. Ele argumenta que essa segregação de cortes e esse entendimento tem que ser feito para que a sociedade possa entender que o país tem um dos melhores e maiores sistemas nucleares do mundo que é rentável, muito certo e que opera muito bem.
– Angra III é a terceira maior usina nuclear do Brasil com uma capacidade energética de 1.400 megawatts, gerando enorme economia para milhões de consumidores. Na realidade o que ocorre é um enorme imbróglio sobre a privatização da Eletrobras, que tem os avais dos financiamentos. Em meu entendimento o governo federal deveria ter 4 conselheiros, o setor privado também 4 conselheiros e 2 conselheiros independentes. É assim que esperamos que governo federal decida para que possamos ter a decisão para a continuidade da obra de Angra III, pois essa postergação é grave e afeta toda a cadeia de suprimentos e contratos da obra – afirmou Julio.
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