Falta de acordo sobre tranisção e embate de agendas podem afetar cronograma na comissão especial, que deveria ter parecer na quarta-feira
Metrópoles/Luciana Saravia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deixou em aberto nesta terça-feira (19/5), a possibilidade do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 não ficar pronto nesta semana, mas manteve a expectativa de levar o texto ao plenário na próxima semana.
Motta, que deveria ter se reunido com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) na segunda-feira (18/5), disse que houve um conflito de agendas por causa da Marcha dos Prefeitos e a posse de Odair Cunha no Tribunal de Contas da União (TCU), e que irá se reunir com o correligionário até o final dessa semana.
“Não quero garantir a vocês isso [de que o relatório será lido na quarta-feira] porque eu não conversei com o relator ainda. Deixa eu conversar que eu vou informar. Não posso dizer uma coisa que não está certa. Eu não conversei com ele, mas se está marcado ele vai procurar cumprir”, disse a jornalistas.
Segundo o presidente da Câmara, ainda está em construção um acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a transição da atual jornada de 44 horas para as 40 horas, como é proposto pela PEC: “A questão não está 100% resolvida. Precisamos entender como se dará a conclusão do texto”, declarou à imprensa.
“Nós temos que dialogar até o final até para entender como se dará a conclusão dessa questão do texto. Então esse é um dos pontos que nós vamos tratar nos próximos dias para que tenhamos a proposta apresentada pelo relator. Esse é um dos pontos que ainda faltam ser fechados. […] Nós vamos avançar para que esse relatório seja entregue o quanto antes e esse ajuste final ele está sendo feito e construído com muito cuidado”, afirmou.
Como mostrado pelo Metrópoles, a transição é o principal entrave nas discussões sobre a PEC. A interlocutores, o relator defende um período de adaptação de 2 a 4 anos, enquanto setores produtivos defendem 10 anos, como proposto originalmente pela PEC. O governo, por outro lado, defende publicamente a implementação imediata da nova jornada.
Motta disse que deverá se reunir com representantes de setores produtivos na quarta-feira para debater a PEC em uma nova rodada de negociações. O calendário estipulado por Motta era ler o substitutivo na comissão especial na quarta-feira (20/5) e iniciar a votação seis dias depois antes de pautar a proposta no plenário em 27 de maio.
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