Por: ASCOM

Após a paralisação de advertência de 24h no início do mês, onde cerca de 320 trabalhadores que atuam na Rio+Saneamento cruzaram os braços para reivindicarem melhorias e isonomia de salários para os trabalhadores que atuam no Interior e fora da região metropolitana, já que os salários desses profissionais são 20% menores dos que atuam na capital, a direção do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SINTSAMA), esteve reunida virtualmente com representantes da empresa de saneamento onde cobraram as mudanças sugeridas pela a categoria durante a greve. Porém, para a surpresa de Vitor Duque, presidente do sindicato, a proposta feita foi no mínimo grosseira.
– Eles ofereceram apenas um reajuste de R$ 1,50 no ticket alimentação e nada disseram sobre a equiparação salarial da categoria e nem sobre a adequação no plano de saúde, pois os que trabalham nessas regiões ganham salários inferiores e o plano de saúde não atende as necessidades adequadamente. Não dá mais para aceitar essa discriminação – explicou Vitor.
O presidente disse ainda não entender o motivo pelo qual trabalhadores que possuem a mesma função, recebam remunerações diferenciadas. Ele afirma que para dar um fim nessa desigualdade, é preciso que haja a conscientização da empresa e a união da categoria em defesa dos direitos dos trabalhadores.
– Vamos insistir em trazer representantes da empresa para uma nova rodada na mesa de negociação, mas caso as nossas reinvindicações não sejam avaliadas com seriedade, entraremos com uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) pedindo a equiparação salarial da categoria; caso contrário não descartamos a possibilidade de uma paralisação por tempo indeterminado – disse.
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