Associação da classe diz que provas contra Lula são legais (Imagem: Lewis Joly/Pool via REUTERS)
A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que invalidou provas contra Lula obtidas no acordo de leniência com a Odebrecht, parece ter irritado parte dos procuradores.
Toffoli afirmou, nesta quarta-feira (6) que essas evidências “foram obtidas de maneira ilegal” e classificou a prisão do ex-presidente como “uma armação, fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos”.
No mesmo dia, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) divulgou uma nota repudiando a medida de Toffoli e defendendo o trabalho dos procuradores.
Nesta quinta-feira (7), o presidente da entidade, Ubiratan Cazetta, informou que vai tentar recorrer da decisão, revelou o G1.
Para isso, será necessário levar o caso à Segunda Turma do STF, visto que a decisão de Toffoli já é, em tese, definitiva, mas não foi votada no colegiado.
Toffoli anula provas contra Lula em caso Odebrecht
O ministro Dias Toffoli disse que o presidente Lula foi alvo de uma “armação” e de um dos “maiores erros judiciários da história do Brasil”.
Ele anulou nesta quarta-feira (6) todas as provas obtidas contra o ex-presidente a partir de delações obtidas pelo acordo de leniência com a empreiteira Odebrecht.
A decisão é um reconhecimento de um pedido da defesa de Lula, que questionou as provas obtidas nas delações.