Continuidade das obras de Angra III foi tema de audiência pública no Congresso

Por: Ascom

Da esquerda para a direita:vice-almirante Celso Mizutani; Francisco Rondinelli Júnior (CNEN); Júlio Lopes e Celso Cunha, presidente da ABDAN/FOTO: CAROL PAIXÃO

 

“A continuidade das obras de Angra III é de fundamental importância para a segurança energética do país”. Essa foi a constatação do presidente da da Frente Parlamentar Mista de Tecnologia e Energia Nuclear, deputado Julio Lopes (PP), durante a audiência pública solicitada por ele na Comissão de Minas e Energia do Congresso. Segundo o parlamentar, Angra III já conta com mais de 63% de sua complexa obra realizada e sua paralisação seria um crime contra a economia e o sistema elétrico do Brasil.
– É preciso fazer que a sociedade entenda a importância e a grandiosidade dessa obra. Para se ter uma idéia, nossos vizinhos da Argentina tinham uma usina igual a nossa que também ficou parada por cerca de 20 anos, e ela é metade da nossa. Em três anos eles conseguiram concluir a obra e hoje ela está em pleno funcionamento e atendendo o problema energético daquele país; isso é o que precisamos fazer com Angra III pelo bem da economia de nosso país – explicou.
Júlio lembra ainda que Angra III é a terceira maior usina nuclear do Brasil com uma capacidade energética de 1.400 megawats, gerando enorme economia para milhões de consumidores. O sistema nuclear brasileiro é extremamente rentável e de alta performance e com um setor de capacidade de mais de 90%, onde já foram investidos cerca de R$ 11 bilhões de reais nas obras da usina. Por isso é preciso que haja maior transparência em relação ao cronograma, custos, modelo de financiamento e o impacto no setor elétrico. Tivemos um crescimento de 1,2% no trimestre, acumulamos a oitava queda seguida do dólar; e mesmo assim continuamos sem cuidar da retomada de Angra III o que é um equívoco nacional e internacional.
– É importante que as contas de Angra III sejam segregadas das contas de Angra I e Angra II, que são usinas rentáveis e que dão bom resultados. Porém quando são misturadas, inviabilizam o sistema inteiro. São 600 funcionários contratados através de concurso para o funcionamento de Angra III que estão sendo pagos pelos sistemas de Angra I e Angra II, que onera muito o sistema nuclear brasileiro. Juntas Angra I e II tiveram um investimento que já levou mais de $ 1 bilhão de dólares e que por diversas razões esteve com as obras paradas por mais de 20 anos com custos extremamente altos. Inclusive na última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, não concluiu a reunião e nem deixou marcada uma próxima data. Nós já temos mais de 63% da obra concluída com dezenas de equipamentos comprados e armazenados em Angra, o que vem gerando um custo mensal de aproximadamente R$ 100 milhões – concluiu.

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